2 Técnicas Garantidas Para Evitar Decoreba No Estudo Para OAB

A era da informação e as mudanças que esta acarretou na sociedade fez a demanda por aprendizado crescer de modo astronômico. Para os bacharéis em direito, há um desafio grande já ao final da faculdade: o exame da OAB. Os testes são em torno todo o conteúdo transmitido na faculdade, requerendo que o domínio de um volume enorme de conhecimento, exposto ao longo dos últimos cinco anos.

A situação, então, é a seguinte: somos obrigados a saber cada vez mais. Contudo, as técnicas que utilizamos para estudar são as mesmas. Como sociedade, nós ainda não aprendemos de modo eficiente. O que mudou na forma de estudo nos últimos 10 anos? 50 anos? 500 anos? Praticamente nada.

Estudamos do modo como aprendemos com nossos pais, colegas de classe e professores, usando o processo do jeito que eles sempre fizeram. Podemos ter acesso a mais conteúdo, especialmente os multimídias (imagens, vídeo-aulas, áudio-livros) através da internet, contudo, na hora de estudar, não fugimos do “feijão com arroz” leitura, decoreba e questões.

Aí eu pergunto a você: em algum momento você já fez alguma pesquisa para aprender a aprender?

Eu sei que, quando temos um desafio, como passar na OAB, nossa tendência natural é buscar materiais bons e organizar calendários de revisões. Mas e sobre o método, você já fez alguma pesquisa para saber se existem melhores métodos de estudo? Técnicas mais eficientes?

EXEcutiva

Durante o ensino médio, eu tinha dificuldade com as matérias “decorebas”, já que era muito conteúdo e eu não sabia como manter tudo aquilo na cabeça. O terceiro ano foi o ponto da virada, já que eu precisava lidar com esses problemas para entrar numa universidade pública (não tinha como pagar uma particular), pois o vestibular era (e ainda é) bastante concorrido. Resolvi buscar, em livros, artigos e cursos, métodos melhores de estudo para contornar esses conteúdos decorebas.

O que encontrei foi, ao mesmo tempo, uma boa notícia e uma surpresa. De fato, descobri que existe uma forma diferente de pensar sobre aprendizado, com técnicas interessantes disponíveis (algumas promovendo melhoras comprovadas de mesmo 350%). O que me deixou surpreso foi como pouca gente discute a respeito: a ciência do aprendizado avançou bastante, mas pouca gente sabe disso ou usa os avanços no dia a dia.

As experimentações que realizei e as mudanças no modo de estudar me permitiram lidar com o problema das disciplinas decorebas. De modo tão bom, inclusive, que veio a me surpreender: consegui aprovações com três primeiros lugares e pude escolher para qual universidade ir.

Desde então, tenho aplicado esses princípios em minha vida, obtendo excelentes resultados. Mais importante, eu compartilho esse conhecimento em meu projeto, o Aprendizado Acelerado, e recebo frequentemente emails de pessoas que aplicaram esses princípios e obtiveram resultados em várias áreas, como melhoria na faculdade, sucesso em certificações e melhoria na preparação de concursos.

 

Para quem está aprendendo ou revisando um conteúdo grande, como aqueles que estão se preparando para OAB, é essencial ter métodos eficientes para aprender e cobrir todo o programa. Agora, eu quero justamente mostrar a você duas técnicas garantidas para lidar com uma das maiores dores de todo estudante: o decoreba.

 Entendendo Como a Mente Funciona

Um dos modelos mais populares utilizado para explicar a memória humana é o modelo multimemória, que afirma que possuímos três tipos de memória: sensorial, de curto prazo e de longo prazo. Para fins práticos, só nos interessa essas duas últimas. A memória de curto prazo é efêmera e é bastante limitada. As memórias ficam nela enquanto estivermos prestando atenção — ao mudar o foco, eles são perdidas irrevogavelmente. A memória de longo prazo é onde guardamos as informações em caráter permanente; esta é virtualmente ilimitada.

professor para a OAB

A formação de memórias duradouras, então, acontece quando transferimos o que queremos guardar da memória de curto prazo (que dura apenas alguns segundos) para a memória de longo prazo (que é permanente). O mais comum é esse processo acontecer de modo inconsciente, de modo que normalmente não controlamos o que aprendemos e o que vamos memorizar. Contudo, você pode manipular essa transferência de modo a garantir que você se lembre do que estudou.

Nesse contexto, o que seria a “decoreba”?

É a utilização exclusiva da repetição, que é um dos fatores que auxiliam nessa transferência para a memória de longo prazo, ou seja, para a formação de memórias duradouras. Mas só repetir os conceitos para si mesmo não eficiente e nem é prático: você vai pegar todo conteúdo que estudou e só repetir a leitura até aprender? Não. Há modos melhores de manipular esses fatores e melhorar o processo de estudo.

 

#1 Ao invés de ler normalmente, use a interrogação elaborativa

Um dos motivos pelo qual a decoreba falha é que essa técnica assume que nossa mente é como um computador, que você vai empilhando as informações, uma frase sobre a outra. E não é assim que funciona. Nosso cérebro evoluiu para enxergar padrões e significados. Evoluímos para entender as coisas, não para sermos saturados com conteúdo sem sentido.

respirar2

 

Se você não entende o que está lendo, guardar aquela informação é muito difícil. Por isso, a mudança no estudo já acontece durante o momento da leitura. O costume é realizar a leitura de modo passivo: você é o espectador e o livro lhe traz as informações. Um modo diferente de fazê-lo, todavia, é utilizando os princípios da leitura ativa.

A leitura ativa é bem simples, mas baseada em um conceito com eficácia já comprovada em salas de aula chamado elaboração interrogativa. Esse ideia de elaboração consiste em perguntar aos estudantes, quando eles são apresentados a um conceito novo, por que aquele conceito faz sentido ou por que aquele conteúdo foi algo inesperado de aprender.

Podemos “importar” a elaboração interrogativa para nosso processo de estudo, de modo a melhorar o aprendizado e dispensar o uso do decoreba já mesmo durante a leitura. Para isso, a palavra chave é interação. Você precisa “conversar” com o texto:

  • Destaque os argumentos principais
  • Faça comentários ou críticas ao que está lendo.
  • Anote exemplos dos conceitos que está aprendendo.
  • Explique como o que está estudando se conecta a outras coisas que você já viu.

Nessa “conversa”, você estará criando várias conexões entre o conteúdo novo e sua experiência existente, de modo que ajuda a “fixar” na memória, sem precisar estar repetindo o que não entende como no decoreba.

O fator de transferência que estamos manipulando aqui é a codificação: estamos empacotando o novo conceito com uma embalagem familiar, fornecendo exemplos e destacando outros similares. Desse modo, ele irá para a memória de longo prazo e ficará a sua disposição quando você precisar.

 #2 Use e abuse dos mnemônicos que você já conhece

Uma outra maneira de criar memórias duradouras manipulando a transferência para o armazenamento de longo prazo é utilizando técnicas mnemônicas.

Para quem não conhece o termo, técnicas mnemônicas são qualquer técnica que lhe ajudem a memorizar melhor. Por exemplo, quem não lembra na época de escola, daquelas frases que o professor de química ensinava para ajudar a memorizar os elementos da tabela?

Pois bem, artifícios como esses funcionam pois eles adicionam uma camada de organização ao conteúdo, de modo que fique fácil recuperá-lo. Afinal de contas, esta é outra diferença entre nosso cérebro e computadores: no pc, uma vez que você guarda as informações, recuperá-las é fácil; no cérebro, não.

Como não existe um padrão de organização, colocar algo na memória é só metade do desafio: a segunda é metade é lembrar aquilo que você sabe, ao invés de ficar com o assunto preso na ponta da língua. Por isso, mnemônicos ajudam a criar memórias de longo prazo: conhecimento organizado e compreendido é guardado e recuperado mais facilmente. Alguns mnemônicos comuns:

  • Frases (“Helio Negou Arroz a Karina e Xerem a Ronaldo.”)
  • Acrônimos (“CPF — Curitiba, Paraná, Florianopólis”)
  • Associações (total — ex tunc — retroativo / ex nunc — no futuro — não retroativo )
  • Músicas (ex: música da crase)

Lembre-se: o que você puder fazer para aumentar a compreensão e a organização do conteúdo só vai aumentar a qualidade do seu aprendizado, eliminando a necessidade do fatídico decoreba.

 

Usando a ciência para aprender melhor

Conhecimento é poder. Quando você entende como o aprendizado funciona, você pode aprender melhor e estudar de modo mais eficiente. O que vimos agora foram apenas duas das técnicas trazidas da ciência para melhorar o aprendizado. E se tivesse muito mais, algo no estilo de um manual, repleto de técnicas úteis e que lhe ajudasse a entender como o processo acontece para que você possa melhorá-lo?

Felizmente, esse “manual” do aprendizado existe. Como eu disse, eu me beneficiei tremendamente da melhoria no aprendizado promovida pelo conhecimento científico da área e, por isso, tomei como missão compartilhar com as pessoas tudo que aprendi.

Para tanto, escrevi um livro chamado Os 7 Pilares do Aprendizado: Usando a Ciênca Para Aprender Mais E Melhor.

O livro cobre sete áreas que considero essenciais:

  • Qual é a arquitetura da mente e como o conhecimento está organizado.
  • Quais são os principais fatores que influenciam o aprendizado.
  • O que existe na caixa de ferramenta dos autodidatas
  • Como se organizar de modo eficiente quando for estudar algo
  • Como capturar o conteúdo de livros e aulas
  • Quais são as melhores técnicas para aplicar em assuntos complicados ou extensos
  • Como garantir que o conteúdo aprendido não seja esquecido

Uma vez que os princípios são universais, este livro foi desenvolvido para auxiliar as pessoas envolvidas em qualquer jornada de aprendizado. Ele é especialmente útil para quem está estudando um grande volume de conteúdo, como você que está se preparando para OAB e precisa revisar 5 anos de faculdade (sem falar em reforçar os pontos fracos). Com certeza você se beneficiaria ao máximo de ter um método com resultados comprovados para seguir e não se perder nos estudos.

Se você ficou interessado, há um capítulo inteiro disponível para você avaliá-lo. Para baixar esse capítulo e obter outras informações, como bônus, preço e garantia, acesse:  CAPÍTULO GRÁTIS DO LIVRO

 

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