As Principais Causas de Reprovação na Prova da OAB

Já foi dada a largada para a mais uma edição do Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Novatos e veteranos já se preparam para primeira fase do exame que já está aí, batendo na porta!

Este exame de proficiência foi criado pela lei 4215, no ano de 1963, e regulamentado definitivamente no ano de 1994, quando se instituiu também a competência da OAB de regulamentar e aplicar a prova como o dispositivo necessário, para a entrada dos estudantes na profissão de advogado. E em 2009 este exame foi unificado em todo o país.

A partir de então, entrar na terra prometida do direito de advogar tem se tornado, a cada ano, mais restritivo. Um exemplo disso é que, nos anos anteriores houve uma reprovação quase em massa em todo o Brasil.

 

Reprovação em Massa

Ainda, no ano de 2010, 8 dos 10 candidatos foram reprovados. E três concursos depois, em 2013, essa reprovação caiu ainda mais um pouco. E segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas), instituição contratada para aplicar a prova, o total de inscritos neste ano no exame da OAB foi de 114.763, destes somente 11.820 chegaram ao final do processo e foram aprovados.

Com o índice apontando para ínfimos 10%, para o total de habilitados, e de mais de 82% de reprovados, o desânimo é geral no meio acadêmico. A média atual de tentativas para se passar na Ordem é de, pelo menos 4 vezes!

Causas de reprovação na OAB

Será que essa pesada parcela da reprovação pode ser debitada somente na conta dos estudantes? Ou, outros fatores podem também levar a responsabilidade por tamanho índice negativo?

Quais são de fato as causas de reprovação na OAB?

#1 Deficiências nos ensinos anteriores 

Para especialistas, algumas causas podem ser logo de cara, listadas. Que são o despreparo e as deficiências dos estudantes, que já chegam ao curso de Bacharel em Direito com muitas carências que não foram supridas no ensino médio e no ensino fundamental. E muitas das Faculdades acabam por não alcançarem essas lacunas.

 

#2 Falta de iniciativa educacional do aluno

Outra possibilidade é que o aluno mesmo não possui uma gama de conhecimento, porque também não busca a partir de si mesmo. Não aprendeu a pesquisar, nem a ter uma iniciativa própria na busca de conhecimento fora do âmbito escolar.

#3 Baixa qualidade dos cursos de Direito

Outra causa provável é a própria lacuna existente nos cursos de qualidade, que são sofríveis em muitos aspectos. Desde a universalização do ensino no Brasil, que prega o acesso e a ascensão do aluno, sem testar sua competência, e sem exigir uma qualidade necessária, estas faculdades tornaram-se também mais um campo de perpetuação dessa falta de qualidade.

Sem dúvidas, há uma necessidade urgente em se retomar o caminho da qualificação do estudante desde as bases mais tenras da educação até aos mais altos exames de proficiência das profissões.

É preciso que o conhecimento, em todas as bases, seja sólido, ensinando também aos educandos o gosto pelo aprofundamento pessoal do conhecimento.

Você concorda com essas justificativas? Já foi reprovado ou conhece alguém que foi? Conte pra gente nos comentários abaixo!

 

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